Inteligência artificial identifica riscos de infarto, demência e epilepsia escondidos em exames do sono
- Redação AFTV
- há 6 dias
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Pesquisadores utilizaram inteligência artificial para reanalisar mais de 10 mil exames de polissonografia e descobriram que os dados do sono podem revelar muito mais do que apenas a presença de apneia. O sistema identificou cinco perfis distintos de pacientes, incluindo um grupo com risco significativamente maior de desenvolver doenças cardiovasculares e neurológicas.
Os indivíduos classificados no grupo de maior risco apresentaram maior probabilidade de insuficiência cardíaca, infarto, fibrilação atrial, comprometimento cognitivo, demência e epilepsia. Para verificar a confiabilidade dos resultados, o modelo foi testado em um segundo banco de dados com mais de 6 mil pacientes, mantendo desempenho semelhante. [oai_citation:0‡PubMed](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38173542/?utm_source=chatgpt.com)
A polissonografia é considerada o exame mais completo para avaliação do sono. Durante a noite, são registrados parâmetros como atividade cerebral, frequência cardíaca, respiração, níveis de oxigênio, movimentos corporais e diferentes fases do sono. Tradicionalmente, esses dados são utilizados principalmente para diagnosticar distúrbios como apneia obstrutiva do sono, insônia e movimentos periódicos dos membros.
Com o auxílio da inteligência artificial, os pesquisadores conseguiram identificar padrões extremamente complexos que passam despercebidos na análise convencional. Em vez de avaliar apenas um único distúrbio, o algoritmo analisou milhares de combinações entre sinais cerebrais, respiratórios e cardiovasculares, revelando perfis capazes de indicar riscos futuros para diversas doenças. [oai_citation:1‡PubMed](https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38173542/?utm_source=chatgpt.com)
Especialistas acreditam que esse tipo de tecnologia poderá transformar os exames do sono em uma importante ferramenta de prevenção, permitindo identificar pacientes de alto risco anos antes do surgimento dos primeiros sintomas e possibilitando intervenções precoces para reduzir complicações.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a inteligência artificial não substitui a avaliação médica. O objetivo é oferecer uma ferramenta complementar para auxiliar especialistas na interpretação dos exames e na identificação de pacientes que necessitam de acompanhamento mais detalhado.
A pesquisa reforça uma tendência crescente na medicina: utilizar inteligência artificial para extrair informações ocultas de exames já realizados, ampliando seu valor diagnóstico sem a necessidade de novos procedimentos.




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